Em memória de Henri Chopin e Jordi Pope
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Alguns estudos começam a prová-lo. As pessoas morrem mais, depois das festas de fim de ano. Os poetas, sempre mais vulneráveis a tudo, não são excepção. Este mês, perdemos a presença de duas personagens inimitáveis da poesia contemporânea: Henri Chopin e Jordi Pope.
“Uma poesia sem corpo e sem voz é uma poesia amputada”
Foi um dos pais da poesia sonora, um dos poetas mais radicais da poesia europeia do século XX. O poeta do som e do corpo, o poeta contra a escrita, o poeta que se aventurou no corpo e na tecnologia, o poeta que descobriu que havia um mundo inteiro a descobrir e uma nova maneira de escrever para explicar. Com Bernard Heidsieck e François Drufêne, o poeta que começou a introduzir a tecnologia na poesia contemporanêa, o único poeta que nunca publicou livros. Poeta de corpo e de voz, poeta do momento actual.“A civilização do papel está a morrer”, gostava de afirmar. Poeta francês que nos deixou a 13 de Janeiro, em Dereham (Reino Unido). Tinha 85 anos.
Para o conhecerem melhor, propomos estes links:
http://www.ubu.com/sound/chopin.html
http://www.sfd.at/henrichopin
http://blog.wfmu.org/freeform/2006/02/henri_chopin_fi.html
Jordi Pope (1953-2008)
“A não reflexão, a nudez dos vómitos”
Na madrugada de 10 Janeiro último, morreu uma figura incontornável da poesia de Barcelona, que brilhava desde os anos 70. Camarada de aventuras literárias de Joan Vinuesa, Enric Casasses, David Castillo e outros autores do boom catalão das últimas décadas, Jordi Pope, foi o fundador do movimento o así (« ou assim »). O poeta da investigação, a personalidade posta de lado na contracultura, era o incomodo feito verso, a fragilidade feita corpo..Aqui ficam alguns links para o (re) descobrirem:
http://www.xtec.es/~rsalvo/articles/pope.htm
http://www.propost.org/escoffet/articles_pope.htm
http://www.cyberpoem.com/poets/pope.htm
Comments
A prova de que a poesia não se prende nos livros...